

Localizada em Contagem, Minas Gerais, a Comunidade Quilombola dos Arturos é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Minas Gerais e do município de Contagem. Também é reconhecida como Comunidade Quilombola pela Fundação Cultural Palmares e como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura, por meio do Programa Nacional Cultura Viva, Educação e Cidadania.
Com uma história marcada por resistência, fé e ancestralidade, a comunidade representa um dos mais autênticos exemplos da preservação e valorização da cultura afro-brasileira.
Formada pelos descendentes de Arthur Camilo Silvério e sua esposa Carmelinda Maria da Silva, o quilombo mantém vivas as tradições herdadas de seus ancestrais africanos. O casal teve 11 filhos, e hoje os Arturos formam uma grande família que compartilha, preserva e transmite conhecimentos por meio da oralidade, da religiosidade, da arte, da cultura e da luta cotidiana.
A Comunidade é referência em manifestações culturais tradicionais como Congado/Reinado, Folia de Reis, Batuque, Jongo, Canbombe, além da produção agrícola familiar, ervas medicinais, benzimentos, danças, teatro, percussão e culinária afro-brasileira típica.
Bem-vindos à Comunidade Quilombola dos Arturos

Raízes que sustentam uma ancestralidade viva
A origem da Comunidade Quilombola dos Arturos remonta ao final do século XIX, com a história de Arthur Camilo Silvério — filho de Camilo Silvério da Silva e Felisbina Rita Cândita —, um homem negro, ex-escravizado, que, ao lado de sua esposa Carmelinda Maria da Silva, fundou um núcleo familiar e cultural de resistência no bairro Domingos Pereira, em Contagem (MG).
Ao longo das décadas, a comunidade enfrentou e resistiu a pressões externas, ao racismo e à crescente urbanização, mantendo seus costumes, tradições e modo de vida. Cresceu como um núcleo familiar forte, com identidade coletiva fundamentada na ancestralidade africana, na espiritualidade cristã e nas tradições afro-mineiras.
A trajetória dos Arturos é, também, uma história de luta por território, dignidade e respeito às tradições quilombolas. Hoje, a comunidade é referência nacional na valorização da cultura afro-brasileira e na promoção da educação para as relações étnico-raciais.








